quarta-feira, 2 de maio de 2012

Conheça os cursos a distância que serão lançados pela UNIVESP

A Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp) aposta no projeto que lhe dá autonomia, enviado este mês pelo governo do Estado à Assembleia, para ganhar mais peso no sistema público de ensino superior paulista. “É superimportante que a gente tenha personalidade jurídica própria”, diz a coordenadora geral da Univesp TV, Mônica Teixeira. “Uma parte do establishment da educação não acredita que é possível formar gente a distância como estamos fazendo.”

Com a autonomia, a Univesp pretende ampliar sensivelmente sua oferta de cursos certificados a distância, hoje limitada a duas licenciaturas (em Ciências, em parceria com a USP; e em Pedagogia, com a Unesp) e duas especializações (em Ética, Valores e Saúde na Escola; e em Ética, Valores e Cidadania na Escola, ambas em convênio com a USP).

Numa primeira etapa serão oferecidas duas novas licenciaturas (em Língua Portuguesa e em Matemática, ambas produções autônomas da Univesp), quatro bacharelados (Sistemas para Comércio Eletrônico e Segurança da Informação, autônomos; Engenharia da Computação e Engenharia de Produção, ambos em parceria com a Unesp), um tecnológico (Tecnologia em Processos Gerenciais, produzido em parceria com o Centro Paula Souza), uma especialização (Formação de Educadores para Libras, em parceria com a Unicamp) e um mestrado profissional (stricto sensu) em Formação de Professores de Engenharia (em parceria com a Escola Politécnica da USP).

Destes, o que está em estágio mais avançado é o de Tecnologia em Processos Gerenciais, que só aguarda a aprovação do projeto pela Assembleia e o credenciamento da Univesp pelo Ministério da Educação para abrir inscrições no processo seletivo. A expectativa do Centro Paula Souza é oferecer 3.200 vagas para o curso, de três anos de duração.

“O material institucional dos três primeiros semestres e a estrutura de laboratórios para a parte presencial estão prontos”, diz o coordenador de Ensino Superior de Graduação do Paula Souza, Angelo Luiz Cortelazzo. “Os outros três estão na fase final do design gráfico.”

Como a legislação impede a realização de cursos certificados estritamente online, 25% da carga horária será presencial. Os polos presenciais serão instalados na rede de 52 Faculdades de Tecnologia (Fatecs) subordinada ao Paula Souza.

O curso tecnológico será usado pela Univesp para conseguir o credenciamento do Conselho Nacional de Educação para funcionar como universidade. Isso porque o MEC só envia equipes para avaliar a estrutura da instituição quando ela tem pelo menos um curso com metade da carga horária pronta.

O programa de Tecnologia em Processos Gerenciais foi concebido para micro e pequenos empresários. Segundo o Paula Souza, dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) apontam que 700 mil empreendimentos em São Paulo são dirigidos por pessoas sem formação superior.
O Centro Paula Souza quer seguir a mesma lógica de demanda potencial em outros dois cursos que pretende oferecer em parceria com a Univesp, nas áreas de Museologia e Restauro. “São áreas com déficits de milhares de profissionais”, diz Cortelazzo. “A Secretaria de Cultura estima que faltem 7 mil profissionais só para suprir as necessidades da rede de museus do governo do Estado. Em restauro, temos uma demanda reprimida da ordem de 2 a 3 mil pessoas.”

Engenharia
No caso de Formação de Professores de Engenharia, a ideia do curso vem sendo discutida pela Univesp e a Poli há pelo menos um ano e meio. Mas só agora, com a institucionalização da Univesp, deverá sair do papel. “Está provado que o ensino online tem tecnologia suficiente para garantir uma boa formação”, diz o diretor da Poli, José Roberto Cardoso.

O curso visa a capacitar, inicialmente, os professores das Fatecs. Depois deverá ser expandido para atender docentes de universidades particulares. O mestrado funcionará no modelo semipresencial, mas ainda não foram definidos a localização dos polos ou o número de vagas.
Segundo Cardoso, o projeto do curso ainda precisa ser submetido às comissões internas da Poli. “É sempre bom encarar coisas novas”, diz. “A formação de professores em todas as áreas da Engenharia é um problema muito grave no País.”

Cardoso elogiou os planos da Unesp de lançar graduações em Engenharia da Computação e de Produção em parceria com a Univesp. “A USP vai acompanhar essa tendência, mas na sua velocidade. Temos DNAs diferentes.”

Os projetos dos cursos da Unesp também precisam passar pelas comissões internas da universidade. A meta é usar a estrutura da instituição, espalhada por 23 cidades paulistas, como polos de apoio presencial. Para cada polo seriam oferecidas 25 vagas em Produção e outras 25 em Computação no vestibular.
Segundo o coordenador do Núcleo de Educação a Distância (Nead) da Unesp, Klaus Schlünzen Junior, algumas unidades precisariam ser adaptadas para receber laboratórios e salas multimídia. “O investimento em EaD beneficia também os alunos dos cursos presenciais e a sociedade. Por conta do curso de Pedagogia, por exemplo, fizemos compras expressivas de livros, que estão disponíveis para quem mora perto dos polos presenciais.”

Klaus afirma que a principal dúvida dos professores responsáveis pelos novos cursos é o que se pode fazer na formação de engenheiros em cursos a distância, e não se é possível formar engenheiros a distância. “Depois da experiência com o curso de Pedagogia, alguns docentes acabaram percebendo as potencialidades da educação online”, diz. “É preciso criar a cultura, dentro da universidade, de usar a tecnologia para ensinar.”

Fonte: ESTADÃO

Ensino a distância mira público nordestino

 De olho no aumento da renda em regiões emergentes como Norte, Nordeste e Centro-Oeste, instituições privadas que atuam com ensino a distância investem na expansão da oferta de cursos de graduação e também de pós. A educação a distância (EAD) no País já é responsável por 930 mil alunos de graduação, segundo o mais recente censo do Ministério da Educação, referente a 2010. O número equivale a um sexto do total de 5,4 milhões de estudantes do ensino presencial.

Dos alunos de educação a distância, 75% estão no eixo Sul-Sudeste, o que confirma o potencial inexplorado de outras regiões. “O ensino a distância no Norte e no Nordeste já tem crescido, em termos percentuais, mais do que nas outras regiões”, afirma Luciano Sathler, diretor da Associação Brasileira de Educação a Distância.

No ano passado, a mineira Kroton, um dos principais grupos educacionais privados do Brasil, foi protagonista do maior negócio do setor ao comprar, por R$ 1,3 bilhão, a Unopar, do Paraná. Fonte: FOLHAPRESS

Crescimento rápido da EaD no Brasil e o controle de qualidade






Fonte: http://www.educacaoadistancia.blog.br/

 

Onda da educação gratuita online amplia oferta de videoaulas

Por que, na sociedade do conhecimento, os superastros estão na indústria do entretenimento? Professores podem ser superastros? Falando de professores, faz sentido gastarem o tempo em sala de aula entregando conteúdo, em vez de elaborar sobre ele? Se cai na conta da “ignorância” a culpa por boa parte dos males de um país (e do mundo), por que tão poucos têm acesso à educação?
A resposta para tudo isso pode estar na educação de graça online, acessível para todos. É esse espírito que une projetos da segunda onda da coalizão informal que se propõe a revolucionar o ensino em escala global. Para falar sobre esse processo, o Estadão.edu ouviu representantes de dois portais, o americano Coursera e o brasileiro Veduca, e da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp) – que ganhará autonomia se a Assembleia aprovar um projeto enviado pelo governo paulista no dia 18.

Também no dia 18, o Coursera anunciou que recebeu de investidores US$ 16 milhões para produzir videoaulas, além do fechamento de parcerias com as Universidades de Stanford, Berkeley, Michigan, Princeton e da Pensilvânia. Em vez das pesadas estruturas criadas por consórcios de universidades para oferecer educação a distância que naufragaram nos anos 90, tanto o Coursera quanto seu antecessor imediato, o Udacity, nasceram de iniciativas individuais. Foram criados por professores que deixaram cargos cobiçados em Stanford na esteira do sucesso de três cursos presenciais transpostos para a web. Cada um deles atraiu no ano passado mais de 100 mil alunos de todo o mundo.

A ideia é oferecer cursos (na verdade disciplinas), normalmente divididos em módulos de uma dezena de aulas. “Nossa estratégia tem sido buscar parcerias com universidades top”, diz um dos criadores do Coursera, Andrew Ng, que dava aulas de Ciência da Computação em Stanford (leia entrevista neste link). “Estamos colocando o conteúdo dos cursos online, seja de Finanças ou de Ciência da Computação. Embora pertençam ao universo do ensino superior, muitos cobrem tópicos de interesse geral: poesia, sociologia, história da internet ou efeitos das vacinas na saúde humana.”

Na semana passada, o Coursera adicionou seis cursos aos sete que já estavam disponíveis. Nos próximos meses, serão mais 30, dados por professores-celebridades, como Charles Severance, da Universidade de Michigan, que vai contar em seis semanas, a partir de 23 de julho, a história da criação da web e de como ela funciona no curso História da Internet, Tecnologia e Segurança. “Para operar num mundo centrado na informação, precisamos entender como funciona a tecnologia em rede”, explica, no portal.


O trunfo de Severance, além da qualificação acadêmica em programação e design na web, é ter testemunhado o nascimento da rede e convivido com seus pais. Todos foram habitués do programa sobre tecnologia que o professor apresentou na TV americana na década passada.

Para a maioria do público brasileiro, porém, projetos como o Coursera não funcionam. Aliás, a onipresente barreira do idioma limita o acesso a toda a produção disponível desde 2002, quando o Massachusetts Institute of Technology (MIT) começou o programa OpenCourseWare, colocando aulas de seus professores na web.

Foi pensando nisso que o engenheiro aeronáutico Carlos Souza e três sócios lançaram, em março, o portal Veduca, que já oferece 70 aulas de professores de grandes universidades com legendas em português. Isso é apenas uma pequena parte do total de 4.712 videoaulas que serão traduzidas. Todas estão hospedadas no portal, organizadas por temas. “Queremos democratizar a educação de alta qualidade no Brasil”, diz Souza, ex-executivo da área de marketing da Procter&Gamble.

Graças ao portal, quem não fala inglês pode assistir ao curso sobre compaixão dado pelo dalai-lama em Stanford, um dos hits do Veduca. Souza ainda procura patrocinadores, mas acha que fez a coisa certa ao apostar na educação gratuita. Um dos termômetros são e-mails enviados de todos os cantos do País, como este: “Olá, tenho 13 anos, meu sonho é ser astrofísico, com esses vídeos estou aprendendo muito. Obrigado aos organizadores do site e a quem colocou a legenda para facilitar o aprendizado.”

Parte da comunidade que assiste ao Veduca participa até da legendagem do material, de forma colaborativa. Depois, a equipe do portal, de dez tradutores, confere o conteúdo e publica. “É como uma Wikipedia.”


A médio prazo, o Veduca quer produzir conteúdo com universidades daqui. O portal chamou a atenção do pró-reitor de Graduação da Unicamp, Marcelo Knobel, que procurou Souza para conhecer o modelo do negócio. “Nosso interesse é divulgar o que produzimos na Unicamp. É preciso pensar numa parceria adequada; não é correto uma empresa ter lucro a partir da iniciativa de uma universidade pública.”
Na esfera pública, uma das experiências mais interessantes hoje no País é a da Univesp, criada em 2009, que tanto oferece programas formais a distância quanto cursos livres, por meio da Univesp TV. Os primeiros têm processos seletivos e dão diploma: a universidade virtual tem duas licenciaturas (em Ciências, em parceria com a USP; e em Pedagogia, com a Unesp) e duas especializações (em Ética, Valores e Saúde na Escola; e em Ética, Valores e Cidadania na Escola, ambas em convênio com a USP).

A Univesp TV põe na web e no canal digital 2.2 da TV Cultura (acessível para quem tem TV com conversor) aulas, cursos e entrevistas. Embora a maioria do conteúdo produzido seja feita em parceria com a USP, Unesp e Unicamp, a TV fez a legendagem do fenômeno Justice, série de 12 aulas do filósofo político Michael Sandel (o Veduca também está fazendo sua própria versão do material em português). Gravado em 2009 em Harvard como uma série de TV, Justice migrou para a web e fez de Sandel uma celebridade em países como Japão e China.

Num auditório lotado em Harvard, o professor provoca alunos a refletir sobre temas espinhosos, muitos baseados em casos reais: existe justificativa moral para a tortura, o assassinato ou o canibalismo? Uma mãe de aluguel pode romper o contrato e ficar com o bebê? As reflexões servem para introduzir o pensamento de gigantes como Aristóteles, Kant e John Stuart Mills.


Nesta segunda-feira, 30, a Univesp TV estreia seu segundo curso legendado, de Introdução à História da Grécia Antiga, produzido por Yale. Dado pelo professor Donald Kagan, ganhador em 2002 da Medalha Nacional de Humanidades, uma das maiores distinções acadêmicas dos Estados Unidos, o programa tem 24 aulas.

“Nosso primeiro objetivo é oferecer programas que apoiam o aprendizado dos alunos de cursos certificados, são parte do material didático desses cursos”, diz a coordenadora geral da Univesp TV, Mônica Teixeira. “Mas também estamos, cada vez mais, acompanhando cursos regulares das universidades paulistas e colocando o registro na íntegra na TV.”

Em alguns casos, a própria Univesp TV chama professores e especialistas e sugere que desenvolvam cursos curtos. Um exemplo é a série de cinco aulas sobre mudanças climáticas dada pelo físico Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapesp) e ex-reitor da Unicamp.

Outro destaque é o curso de extensão gravado no Centro Maria Antônia da USP em que o sociólogo Gabriel Cohn, ex-diretor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), fala da obra de Max Weber, tema no qual é referência no País. Nesse caso, a Univesp TV inverteu o processo do Veduca: fez a versão para o inglês das aulas de Cohn.

“As pessoas no mundo da TV e da imprensa acham que não se pode apostar no cidadão instruído ou que quer se instruir”, diz Mônica. “Mas dá para apostar, sim, tranquilamente. Não vai atingir a massa, 80% da população, claro, mas tem um público hoje totalmente desassistido nos meios de comunicação. Acompanhar um curso pode ser uma coisa genial, deliciosa.”

A coordenadora da Univesp TV faz o que prega. Já encarou tours de force, como assistir às 36 aulas do curso de Eletricidade e Magnetismo do MIT OpenCourseWare, dado por um dos professores-celebridade da universidade americana, Walter Lewin. “Ele é fantástico.”

Mônica não mostra o mesmo entusiasmo com a estética dos programas de universidades estrangeiras. “Ao contrário do MIT, por exemplo, a gente quer fazer direito. Lá eles só colocam uma câmera na sala. Se o professor mostra uma transparência, por exemplo, isso não aparece no quadro, porque não tem ninguém manejando a câmera”, diz. “Trabalhamos com outro padrão de qualidade, porque somos uma televisão.”
O campeão de acessos da Univesp TV pode parecer improvável. É Cálculo 1, do professor Renato Pedrosa, curso regular de graduação do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica. A primeira aula tinha na noite deste sábado, 28, 6.015 visualizações no canal da Univesp TV no Youtube (www.youtube.com/univesptv). No total, as 23 aulas de Pedrosa já tiveram mais de 15 mil visualizações.
Além de cursos como Cálculo 1 e Física 1, a Unicamp usou a parceria com a Univesp para criar uma grade mensal, com os programas Conversando sobre a Graduação e Aulas Magistrais, de grandes professores falando sobre temas como literatura, escravidão e aquecimento global.

Assistir a uma das Aulas Magistrais mais populares, Fisiologia do Amor, da Paixão e do Sexo, é uma experiência rica e desconcertante. Respeitado pesquisador do Instituto de Biologia, Miguel Arcanjo Areas usa e abusa do humor e de termos impublicáveis para falar de paixão, amor e sexo e sua relação com neurotransmissores.

A impressão geral da aula é a de programa de auditório que mistura tiradas capazes de ferir almas mais sensíveis, educação sentimental e orientação sexual, na linha da Marta Suplicy pré-política. Temperado com um repertório brega ao qual não faltam sertanejos e Fábio Jr. – Areas canta e arrisca falsetes. No final, é aplaudido de pé.

Muitos podem torcer o nariz, mas Areas consegue fazer da Aula Magistral um programa palatável tanto para alunos da Unicamp quanto para fãs do Pânico. Algo a se pensar quando a intenção é usar tecnologia para democratizar a educação.

SERVIÇO
Coursera (www.coursera.org)
Cursos com duração de 4 a 12 semanas sobre assuntos como Algoritmos, Teoria dos Jogos e Mitologia. As aulas são dadas por professores de Princeton, Stanford e das Universidades da Califórnia, de Michigan e da Pensilvânia

Udacity (http://www.udacity.com/)

Criado por experts em robótica, oferece seis cursos na área tecnológica. Introdução à Inteligência Artificial, por exemplo, teve 160 mil alunos

Youtube EDU (www.youtube.com/education)

O maior portal de vídeos da web tem página de conteúdo educacional dividido em categorias como Universidade, Ensino Fundamental e Médio, e Aprendizado Para Toda a Vida
Veduca (http://www.veduca.com.br/)

Site tem 70 aulas de professores de grandes universidades do mundo com legenda em português, mas promete oferecer versão de um total de 4.714 videoaulas

Univesp (http://www.univesp.ensinosuperior.sp.gov.br/)

O programa do governo de SP vai se tornar uma universidade. Por enquanto, oferece graduação e pós em parceria com USP e Unesp. Parte das aulas e cursos livres estão disponíveis no site univesp.tv.br
Unicamp (www.prg.unicamp.br/aulas)

Aulas Magistrais reúne videos de grandes professores

iTunes U (www.apple.com/education/itunes-u)

Este aplicativo gratuito para iPad, iPhone e iPod touch tem um catálogo de mais de 500 mil palestras em vídeo ou áudio, livros e outros recursos educacionais de instituições como Stanford, Yale e MIT

Fonte: ESTADAO.COM.BR

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Cursos superiores EaD ficam fora do Sisu 2012/2

De acordo com o edital publicado no Diário Oficial da Uniãona última quarta-feira (18), os cursos superiores de Educação a Distância (EaD) permanecerão fora lista de instituições participantes do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para o segundo semestre de 2012. Também ficam excluídos do sistema os cursos que exijam testes de habilidades específicas, como Música e Arquitetura por exemplo.

O edital também determina que nesta edição do Sisu os estudantes serão avaliados exclusivamente através dos resultados da edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011.

As instituições superiores interessadas em participar do sistema podem declarar interesse até a próxima sexta-feira, dia 27. Informações a respeito do cronograma e datas importantes como período de inscrições e primeira chamada ainda não foram divulgadas, mas devem ser liberadas em breve, juntamente com a lista de instituições, vagas e cursos.

Veja aqui o EDITAL

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Matrículas em EAD alcançará 600 mil alunos até 2014

O MEC (Ministério da Educação) tem o plano de triplicar o número de matrículas em cursos públicos de EAD (Educação a Distância) até 2014, passando dos atuais 210 mil alunos para 600 mil. O dado é do diretor de Educação a Distância da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), João Carlos Teatini, responsável pelo programa UAB (Universidade Aberta do Brasil). Entre os obstáculos, segundo o gestor, estão o preconceito e a resistência ao modelo e as dificuldades de conexão e falta de banda larga pelo país.

A UAB é um sistema integrado por universidades públicas de todo o país, que oferecem ensino superior a distância. Implantada no segundo semestre de 2007, ela dispõe de cursos de licenciatura, formação pedagógica, bacharelado, tecnólogo e sequenciais. Há também formação continuada nas modalidades de especialização, aperfeiçoamento e extensão, e o Profmat (Programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional). Atualmente, a UAB tem cerca de 11 mil professores formados em graduações e outros 16 mil concluintes.

Em entrevista ao UOL Educação, Teatini, que é engenheiro e professor da UnB (Universidade de Brasília), explicou que o programa tem duas prioridades: formação de professores, em caráter emergencial, e instalação de cursos com foco no desenvolvimento do país. Confira:
UOL Educação: Quais são as prioridades da UAB?
Teatini: A prioridade é a formação de professores. Temos hoje cerca de 1,7 milhão de professores na educação básica pública e cerca 400 mil sem formação adequada, conforme determina a LDB [Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional] de 1996. Entre os objetivos também está o apoio a cursos com foco a desenvolvimento regional. Sendo otimista, assim que a formação de professores, de caráter emergencial, entrar no fluxo, vamos abrir mais UAB para cursos com outros focos, pensando no desenvolvimento do Brasil.

UOL Educação: Quais são as regiões foco?
Teatini: A maior concentração de ensino superior privado está no Sudeste (85%). Majoritariamente, essas redes atendem as periferias das grandes cidades, e este é um campo amplo para a UAB. Hoje, temos a meta de alcançar 20% dos municípios do Brasil com polos da UAB. A princípio, os municípios com 50 mil habitantes são candidatos a ter polos, desde que exista uma instituição pública com interesse e apta a oferecer curso naquela localidade.

Já temos na região amazônica 19% dos municípios com UAB. No Sudeste, 12%. A média nacional é de 14%. Precisamos olhar o número de municípios e a população e também as desigualdades regionais.




UOL Educação: Quantos estudantes a UAB pretende alcançar?
Teatini: Estamos com 210 mil alunos. Nesse primeiro semestre, temos mais 40 mil vagas. Até 2014, a meta é chegar a 600 mil alunos matriculados na formação inicial e na continuada. A intenção é triplicar o número atual. Temos 92 instituições cadastradas, e há pedidos de instituições para participar da UAB, levando esse número a 100. Queremos que todas as instituições federais e estaduais participem. Há a perspectiva de chegarmos a mil polos até 2014.

UOL Educação: Como são os custos para essa expansão? Há recursos disponíveis para isso?
Teatini: Há recursos [para 2012, a dotação é de R$ 370 milhões]. Existe uma economia de escala que é uma coisa muito interessante. Comparar o investimento em EAD com o investimento em educação presencial é como comparar o de construir uma rodovia com o de uma ferrovia: a ferrovia tem um investimento inicial maior, mas, para conservação, gasta menos. O custo-aluno é extremamente competitivo em EAD [De 2007 a 2011, a UAB investiu cerca de R$ 1,5 bilhão].

UOL Educação: Qual é o maior desafio para expandir o programa?
Teatini: Existe o preconceito contra a EAD, que tem vários aspectos. E o maior desafio é que o Brasil é continental. A EAD não pode ter soluções únicas, precisa ter flexibilidade. Hoje, um problema sério é a banda larga. Até Manaus, que é uma capital, tem dificuldades de conexão. Além disso, no sistema da educação brasileira, a autonomia dos estados e municípios faz com que muitos não tenham carreira, não respeitem o piso do magistério e não apliquem o PIB em educação. Precisamos ter um Sistema Nacional de Educação, para garantir salário atraente e formação adequada.

UOL Educação: Existe a perspectiva de abrir mais cursos de mestrado a distância? Hoje, só temos o Profmat.

Teatini: Estão sendo estudados um curso na área de letras e outros dois na área de química e física. A previsão é de que, para 2013, já existam mais alunos em mestrados a distância.
UOL Educação: A evasão de cursos da UAB é maior que a de cursos presenciais?

Teatini: Esse é um boato espalhado principalmente pelas pessoas que são contra a EAD. Há cursos presenciais na UnB que têm evasão enorme. Até pouco tempo, nas engenharias, a evasão estava chegando a 50%. A taxa geral aproximada de evasão de alunos da UAB é de 20%, e varia por tipo de curso ou polo de apoio presencial.

UOL Educação: Em quais cursos a evasão é maior?
Teatini: A maior evasão se dá nos cursos de formação continuada para professores. Muitas vezes as secretarias de Educação não apoiam os professores. Outra questão séria é que as carreiras não estimulam professores a buscar formação. Há estados, por exemplo, em que um professor que faz a graduação tem aumento de 5% no salário, o que é muito pouco. Para professores de universidades que fazem mestrado, o salário sobre 50%.

Fonte: UOL

quinta-feira, 19 de abril de 2012

São Paulo terá universidade estadual a distância

Cursos começam a ser oferecidos em 2013. Expectativa é atender 24 mil alunos em quatro anos

O governador Geraldo Alckmin assinou nesta quarta-feira o projeto de lei que cria uma universidade estadual de ensino a distância, a Fundação Univesp. O documento será agora encaminhado à Assembleia Legislativa para aprovação dos deputados.

Com a criação da instituição, São Paulo passa a ter quatro universidades estaduais. A Univesp começa a oferecer cursos de graduação semi-presenciais a partir de 2013. Serão criadas as licenciaturas em Língua Portuguesa, Ciências e Matemática, os bacharelados em Sistemas para Comércio Eletrônico e em Segurança da Informação, Tecnologia em Processos Gerenciais, Engenharia da Computação e de Produção, especialização em Formação de Educadores para Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) e especialização em Formação de professores de Engenharia.

Durante a cerimônia de lançamento da Univesp, realizada no Palácio dos Bandeirantes, o secretário da Educação, Herman Voorwald, destacou a importância dos cursos de licenciatura. “A Univesp utiliza as ferramentas da educação a distância para atrair os jovens para as licenciaturas”.

O reitor da USP, João Grandino Rodas, ressaltou as mudanças que o mundo acadêmico têm enfrentado com as novas tecnologias. “(Com a Univesp) vamos ter a possibilidade de nos preparar para a universidade de 2025, que será muito mais tecnológica e prática”, apontou.

A expectativa é que a Univesp tenha 24 mil alunos em quatro anos – 12 mil próprios e 12 mil em parceria com as instituições de ensino superior do Estado. Para o governador Geraldo Alckmin, a característica virtual da universidade fará com que alunos de todas as cidades do Estado sejam atendidos. “Vamos fazer mais, melhor e com custos menores”. O modelo da Univesp é de pequeno porte corporativo, com quadro reduzido de profissionais.

Projeto piloto
A Univesp foi lançada em 2009 como um programa de expansão do ensino superior do Estado e atendeu 13 mil alunos em cursos extracurriculares, graduações e especializações. Entre os parceiros do projeto estão o Centro Paula Souza, a Fundação Padre Anchieta (TV Vultura) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Fonte: IG

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Educação Online – Ambiente exclusivo a escola e universidade

Facebook cria ambiente exclusivo a escola e universidade

Groups for Schools permite que alunos, professores e funcionários de instituições troquem informações em um ambiente fechado



O Facebook colocou à disposição de escolas e universidades um novo tipo de perfil destinado especialmente a instituições de ensino. Batizado de Groups for Schools, o novo recurso da rede social permite que estudantes e membros de uma determinada comunidade acadêmica troquem arquivos, criem eventos e compartilhem mensagens. Tudo em um ambiente fechado, que só permite a participação de pessoas autorizadas. Para fazer parte das comunidades do Groups of Schools, o usuário precisa informar um endereço de e-mail com domínio da instituição.

A ferramenta Groups of Schools não incorpora automaticamente os grupos escolares já existentes no Facebook. Portanto, as instituições que já possuem perfil na rede terão que se cadastrar na nova ferramenta. Até o momento, não existem grupos das mais importantes instituições brasileiras, como a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Apesar de milhares de grupos de instituições de ensino já existirem no Facebook, agora eles estarão organizados, com um endereço próprio e com ferramentas para melhorar a comunicação entre seus membros. Até aqui, as escolas que desejavam criar comunidades exclusivas precisavam recorrer a aplicativos e desembolsavam até 50.000 dólares para manter um ambiente restrito a seus alunos, professores e funcionários.

Criado em 2004, o Facebook havia sido pensando por Mark Zuckerberg como uma plataforma que conectasse os estudantes universitários americanos. Por meio dela, era possível estar em contato com colegas de classe e professores. Também era possível ficar mais próximo de companheiros de dormitório e amigos que compartilhavam interesses em comum. Com a abertura da rede, o Facebook perdeu muito de sua função inicial. Agora, o Groups of Schools leva Zuckerberg de volta ao campus.

Fonte: VEJA