sexta-feira, 16 de setembro de 2011

I Seminário Nacional de Tutores

Arquivado em Educação a Distância


Foram divulgados os trabalhos aprovados para o I Seminário Nacional de Tutores de EaD, que será promovido pela ANATED, nos próximos dias 30/09 e 01/10. Ao todo, foram mais de 150 trabalhos desenvolvidos por tutores e pesquisadores e submetidos à comissão avaliadora.
A expectativa é que 5 mil profissionais e interessados participem online, o que torna o Seminário como sendo o maior evento de EaD do país com atividade síncronas. O sucesso está no engajamento dos apoiadores do evento, em especial, as instituições públicas participantes do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UABs). Ao todo, são mais de 60 instituições apoiadoras, entre Universidades, Centro Universitários, Institutos, Faculdades e Pólos de apoio presencial de todo o país.
Dentre os vários destaques está a participação do Prof. Dr. Daniel Mill (UFSCar), e que atualmente está realizando o pós-doutorado em Gestão Estratégica na Educação a Distância na Universidade Aberta de Portugal. O tema abordado por ele será “Condições de trabalho dos tutores”.
Confira a programação do I Seminário que conduzirá para a construção democrática da identidade da
tutoria no Brasil:

1º Dia de trabalho – Sexta-feira – 30 de setembro de 2011
8hCoffee / Inicio do Credenciamento
8h30Mesa inicial – Abertura do I Seminário Nacional dos Tutores da Educação a Distância
Luis Gomes – Presidente da ANATED – Associação Nacional dos Tutores da Educação a Distância
Paula Caleffi – Reitora da Universidade Estácio de Sá
João Carlos Teatini – MEC/CAPES/UAB – Universidade Aberta do Brasil (a confirmar)
Helio Chaves Filho –MEC/SERES – Diretoria de Regulação e Supervisão em Educação a Distância (a confirmar)
Fredric Michael Litto – Presidente da ABED – Associação Brasileira de Educação a Distância (a confirmar)
Ricardo Holz – Presidente da ABE-EAD – Associação Brasileira dos Estudantes de Educação a Distância
9h20Palestra 1
Atribuições do Tutor na Educação Virtual
Prof.ª Dra. Marta M. Gomes Van Der Linden – UFPB – Universidade Federal da Paraíba
Coordenação do Programa de Capacitação Continuada da UFPB Virtual
10hRelato de experiência
Além da sala de aula: uma experiência num ambiente virtual de aprendizagem
Ieda Carvalho Sande ­ Universidade Estácio de Sá (UNESA)
10h15Relato de experiência
Formação Continuada de Professores à Distância:
análise do curso de especialização em tecnologia de informação e comunicação no ensino fundamental

Neuza Oliveira Marsicano
10h301ª Mesa de Trabalho
Características dos Sistemas de Tutoria
Prof. Dr. Waldomiro Loyolla Univesp – Universidade Virtual do Estado de São Paulo
Prof.ª Dra. Rita Maria Lino Tarcia – UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo
Prof. Ms. Alexandre Antunes Pereira Bastos – Universidade Estácio de Sá
Prof.ª Ms. Beatriz Bastos de Farias – Grupo e-Educa
Mediação: Prof.ª Esp. Débora Tomazzeli – Coordenadora da Revista EaD Tutor
12hAlmoço
13hPalestra 2
Curso a distância para alunos com deficiência visual – Preocupações e Cuidados na tutoria
Prof.ª. Doutoranda Yáskara Nogueira Paiva Cardoso- Pesquisadora CAPES/UNIMEP – Universidade Metodista
Resumo: Experiência na tutoria de um curso a distância de 360 horas para 10 professores com deficiência visual por meio de um site acessível. Cuidados na seleção do tutor, planejamento, acessibilidade, disponibilidade, suporte e avaliação são alguns pontos que serão demonstrados.
13h15Pesquisa: Trabalho Científico
Formação Continuada para Professores: abordagem teórico-prática do cotidiano de mediadores na educação a distância
Emmanuel Uchoa Marinho / Marisa Marchi Uchoa Espindola
13h30Relato de experiência
Atividade de Tutoria para Capacitação de Recursos Humanos em Novas Tecnologias de Comunicação e Informação
Fabricio Brunelli Machado ­Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ)
Merelane Emanoele Cardoso ­Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ)
Marise Maria Santana da Rocha ­Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ)
Leonardo Cristian Rocha ­Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ)
13h45Pesquisa: Trabalho Científico
A importância do tutor na educação a distância: uma visão dos tutores do núcleo de educação a distância da Universidade de Fortaleza,
que atuaram como alunos em cursos a distância

Lucíola Lima Caminha Pequeno ­ Universidadede Fortaleza (UNIFOR)
Aline Maria Matos Rocha ­ Universidadede Fortaleza (UNIFOR)
14hPalestra 3
O tutor no ambiente virtual de aprendizagem: competências e processos de desenvolvimento
Prof.ª Mestranda Marta Fernandes Garcia – Tutora UNESP e Pesquisadora UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas
Prof.ª Doutoranda Mônica Cristina Garbin – Pesquisadora UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas
15hCoffee break
Apresenteção de Pôsters:
– Tutoria a distância em São Sebastião da Boa Vista ­ Pará
Luciene Giuliani
Sanchez­ Universidade do Estado do Pará (UEPA)
– A importância das tics e da afetividade na prática do tutor
Carlos Eduardo Rocha
dos Santos ­Fundação Universidade Federal do Abc (UFABC),
Cristiano Bezerra ­Universidade Bandeirante de São Paulo (UNIBAN), Oswaldo
Ortiz Fernandes Junior ­Fundação Universidade Federal do Abc (UFABC)
– Avaliação no ensino a distância: Entre possibilidades e desafios
Aline Maria
Matos Rocha ­ Universidadede Fortaleza (UNIFOR)
– O tutor a distância e as interações pedagógicas virtuais
Yara Levy Martins de
Souza Sané ­Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
– Formação continuada do enfermeiro pela EaD via web: O programa de
proficiência do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) como iniciativa pioneira
de aprimoramento profissional

Marcelo Ricardo Rosa ­Universidade São Marcos
– Educação Corporativa, Educação a Distância e Passivo Trabalhista: Estudo de
Caso

Andressa Regina Senefonte
– Expansão da EaD na UNIFAP: A experiência do primeiro ano de funcionamento
do curso de matemática a distância da Universidade Federal do Amapá

Edcarlos
Vasconcelos da Silva ­Faculdade de Tecnologia do Amapá (META); Universidade
Federal do Amapá (UNIFAP); Faculdade Meta (META)
15h30Relato de experiência
O Papel do Professor – Tutor na Educação a Distância
Aline Maria Matos Rocha ­ Universidade de Fortaleza (UNIFOR)
15h45Pesquisa: Trabalho Científico
Modalidades de Relações e Diálogos em EaD
Cátia Zilio ­ Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
16hPalestra 4
Autorregulação da aprendizagem: algumas reflexões sobre elaboração de materiais e ambientes virtuais de aprendizagem
Prof.ª Doutoranda Adriane Martins Soares Pelissoni – Anhanguera Educacional / UNICAMP
16h45Palestra 5
A identidade pedagógica do Tutor. A experiência de 40 anos na UNED
Dr. Santiago Castillo Arredondo – Catedrático e Tutor da Universidade Nacional de Educação a Distância – UNED, Madrid – ESPANHA.
17h30Encerramento do dia
2º Dia de trabalho – Sábado – 01 de outubro de 2011
8hCoffee e Recepção
8h30Palestra 6
Prof. Dr. José Manuel Moran – Anhanguera Educacional
9h30Palestra 7
Professor, sua sala de aula é online! E a formação docente para a tutoria, como vai?
Prof.ª. Doutoranda Mara Yaskara – Pesquisadora CAPES/UNIMEP – Universidade Metodista de Piracicaba
Resumo: O professor que será um tutor e estará ministrando a sua aula a distância em um ambiente via web, necessita de uma formação específica para a execução desse trabalho. A aquisição do conhecimento tecnológico não é suficiente para uma ação de docência quando a presença do aluno é outra e a requisição de diferentes estímulos à aprendizagem. A palestra tem como objetivo uma reflexão sobre o que tem ocorrido com a formação docente nos diversos trabalhos de tutoria, desde sobre qual é a formação requerida pelas instituições, a formação ofertada aos futuros tutores, e o que é preciso realmente saber/conhecer para um eficaz e eficiente exercício da tutoria.
10h15Palestra 8
Condições de trabalho dos tutores
(videoconferência direto de Portugal)
Prof. Dr. Daniel Mill: Professor Adjunto da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), onde trabalha como Docente e Gestor de Educação a Distância (EaD). Está realizando Pós-Doutorado em Gestão Estratégica na Educação a Distância na Universidade Aberta de Portugal. É pesquisador e orientador de pesquisas na Educação e em Ciência, Tecnologia e Sociedade, tendo como foco de pesquisa o tema “Trabalho, Tecnologia e Educação a Distância”, com especial atenção aos desdobramentos da temática para a Gestão e Docência na EaD.
10h452ª Mesa de trabalho
Competências técnicas, pedagógicas e de gestão alinhados à tutoria
Prof. Dr. Roberto Paes de Carvalho Ramos – Universidade Estácio de Sá
Prof. Dr. Reinaldo Portal Domingo – UFMA – Universidade Federal do Maranhão
Mediação: Luis Gomes – Presidente da ANATED
12hAlmoço
13hRelato de experiência
Apontamentos sobre o curso a distância de disseminadores de educação fiscal, do PNEF – Programa Nacional de Educação Fiscal
Augusto Jeronimo Martini ­ Secretaria da Fazenda de São Paulo (SEFAZ)
13h15Pesquisa: Trabalho Científico
Ambientes Virtuais: Um novo Desenho Educacional na Construção do Conhecimento no Contexto Universitário
Sandra Martins Ferreira ­Centro Universitário da Cidade do Rio de Janeiro (UNIVERCIDADE )
Ana D’Arc Maia Pinto ­Centro Universitário da Cidade do Rio de Janeiro (UNIVERCIDADE )
13h30Relato de experiência
O Tutor na Educação Corporativa: a experiência da DATAPREV
Laurinda Maia Lopes – DATAPREV
13h45Pesquisa: Trabalho Científico
O Papel do Tutor na Aprendizagem do Aluno de EaD
Melissa de Souza Rabassa Colvara ­ Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
Thaís Philipsen Grützmann ­ Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
14hMomento cultural
14h45Palestra 9
A Importância da Tutoria Motivacional na EAD
Profª Ms. Rosimar Bizello Müller – Orientação Pedagógica da Tutoria do NEAD/Núcleo de Ensino a Distância/UNIASSELVI de Indaial-SC.
15h25Palestra 10
As práticas discursivas e a mediação online
Prof.ª Ms. Giuliana Diettrich Carvalho Pimentel (NUTES/UFRJ)
16h05Encerramento
Luis Gomes – Presidente da ANATED – Associação Nacional dos Tutores da Educação a Distância
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Novas tecnologias exigem novos conteúdos

Arquivado em Educação a Distância      
O mercado editorial e as empresas de sistemas de ensino começam a se preparar para uma nova realidade: a do livro didático digital. Com dispositivos como laptops, e-books e iPads, um novo cenário se apresenta para a educação. E também novos desafios. “Novas tecnologias requerem novos conteúdos”, diz Ana Teresa Ralston, diretora da tecnologia de educação e formação de professores da Abril Educação – grupo que reúne editoras e sistemas de ensino e é controlado pela família Civita, que também é dona da editora Abril, que publica VEJA. Convidada a falar sobre o tema em um painel especial da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que se encerra neste domingo, a especialista, diz que ainda é preciso investir tempo e recursos para criar um livro didático 100% digital e multimídia. Confirma a seguir os principais trechos da entrevista.

O futuro do livro é incerto, mas o processo de digitalização já começou, com os e-books, iPads e outros dispositivos. Em relação às obras didáticas, o que é possível constatar?
É possível dizer que temos uma revolução escondida. Uma revolução que já começou, mas que escapa à nossa observação porque acontece no processo de produção do livro didático. Ao produzi-lo, já utilizamos todos os artefatos tecnológicos disponíveis. Porém, o que se analisa agora é quando isso estará presente na versão final do livro, ou seja, quando ele será completamente multimídia e virtual. Muitos estudiosos apontam que a educação levará mais tempo do que outras áreas para incorporar todas essas inovações.
Qual a razão dessa demora?
No meio educacional, as tecnologias demoraram mais a serem incorporadas, em virtude das mudanças que elas imprimem nos padrões, na formação dos educadores, na produção do material de apoio e na infraestrutura das escolas. Novas tecnologias requerem novos conteúdos, e, para isso, é preciso profissionais capacitados, preparados para produzir esse novos conteúdos. Além disso, o professor que irá usar essas ferramentas também precisa ser formado para a essa tarefa.
Então, o que ocorre nesse processo não é a simples digitalização do conteúdo impresso, mas, sim, a criação de novos conteúdos.
É importante lembrar que, quando falamos desse processo, abordamos três elementos distintos: o livro didático impresso, o livro didático impresso digitalizado – e isso já fazemos – e o livro 100% virtual. Nesse último, o que ocorre não é a simples transferência do impresso para o digital. É uma outra comunicação, que acontece em outra mídias. E acho que esse é o grande desafio: a maneira como organizamos os conteúdos na mídia impressa é diferente da maneira como o fazemos na mídia digital.
Esse novo tipo de conteúdo, mais familiar aos alunos que já utilizam as tecnologias fora da sala de aula, pode alimentar o interesse dos estudantes pelo que se ensina nas escolas?Quando trabalhamos com soluções digitais, procuramos entrar em sintonia com a linguagem do aluno. Mas essas soluções precisam ser utilizadas com orientação pedagógica para que sejam significativas. Caso contrário, viram só distração.
Como evitar que o livro didático digital seja uma armadilha?Eu costumo dizer que o meio digital evidencia uma aula mal dada. Às vezes, temos uma aula que não foi a ideal, mas não há registros dela. Já com a tecnologia digital tudo fica registrado. Então, é preciso usá-la para enfatizar boas práticas, para ilustrar situações que não seriam possíveis de outra forma. A tecnologia é um recurso poderoso, viável e possível e não deve ser usado como enfeite. Para isso, é importante pensar quais recursos são relevantes para esse novo ambiente. Caso contrário, retira-se essa relação afetiva que temos com o papel e com a leitura sem adicionar nenhum ganho.
Quais podem ser os ganhos da adoção da tecnologia na educação?
São as possibilidades de interação, de animação, de ilustração, de relacionar os conteúdos e fazer pesquisas. Em disciplinas como química, física e biologia, por exemplo, é possível simular situações. O professor pode ainda trabalhar infográficos de tempos históricos e evoluções geológicas. Pode trabalhar com pesquisas imediatas dos assuntos que estão sendo trabalhados naquele momento. É possível estimular o aluno para a possibilidade de troca, de colaboração, de construção do conteúdo em conjunto. Esse tipo de habilidade e competência é uma demanda do mercado de trabalho. E se o aluno começar a vivenciar isso no mundo da escola, ele vai poder ter essa habilidade como algo natural no mundo do trabalho.
Quais as dificuldades envolvidas na criação de um livro didático multimídia?
Precisamos conceber um produto diferente, não apenas digitalizar o que já existe. Além disso, precisamos viabilizar o acesso a todas as escolas brasileiras, nos mais remotos lugares. Aí, temos o desafio da entrega – e também da produção. Hoje, apenas começamos a trabalhar com alguns componentes agregados, ou seja, a pensar conteúdos de forma integrada.
As empresas de sistemas de ensino já estão se preparando para essa nova realidade?
Já. A digitalização de livros e apostilas já existe. O que começamos a fazer agora é desenvolver o material integrado: o meio impresso e o meio digital. O esforço é na produção de conteúdos virtuais, cada vez mais relevantes, integrados e efetivos. Ainda não pensamos em um produto 100% digital porque pensamos antes no material impresso, e depois partimos para o virtual. Acredito que pensar a totalidade do produto no ambiente virtual seja o nosso próximo passo.
Alguns especialistas pregam o fim do livro tal como nós o conhecemos, enquanto outros defendem que, apesar dos avanços tecnológicos, ele jamais deixará de existir. Quais são suas previsões?
Acho que ainda é cedo para previsões. Contudo, é hora de pensar nas evoluções da integração das mídias e se preparar para elas. Particularmente, não acredito que teremos uma mídia só. Aposto em uma segmentação. Nós pensaremos sobre qual a melhor forma de transmitir cada conteúdo. Ainda temos gerações que possuem uma relação muito próxima com o livro e alguns conteúdos seguirão sendo consumidos na mídia impressa. O que talvez tenha mudado é que hoje avaliamos o conteúdo antes de consumi-lo. Então, baixamos um livro no Kindle, por exemplo, e, se gostamos da leitura, compramos a versão impressa.

PDF – As novas tecnologias da informação numa sociedade em transição

PDF – Limites e possibilidades das TIC na educação

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

MEC descredencia 198 polos de Ensino a Distância

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O Ministério da Educação (MEC) descredenciou 198 polos de educação a distância da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) em todo o País. A decisão foi publicada na edição desta quinta-feira (08/09/2011) do Diário Oficial da União. A instituição tem até o dia 31 de dezembro para encerrar as atividades nestes polos e transferir todos os alunos para as outras unidades ou para instituições de ensino reconhecidas pelo ministério.
Segundo a assessoria da Ulbra, o descredenciamento já estava previsto pela universidade e fazia parte de um termo de saneamento de deficiências, assinado pela instituição em 2009. De acordo com a universidade, esses polos não apresentavam estrutura adequada e não eram viáveis economicamente.
A universidade continua operando com 84 polos de ensino a distância, que, segundo a assessoria, apresentam os padrões de exigência do MEC. Em julho, o ministério havia suspendido o ingresso de novos alunos em cursos a distância, após denúncia de um ex-servidor de que os estudantes eram aprovados sem análise das questões dissertativas das provas.
Entenda o caso:
Um ex-funcionário da universidade que revelou que, há cerca de um ano, notas estariam sendo inseridas aleatoriamente no sistema sem a devida correção das avaliações. O caso foi parar na Polícia Federal.
Com base no depoimento do ex-funcionário, a polícia cumpriu mandado de busca e apreensão no setor de ensino à distância da universidade, no dia 8 de julho. Foram recolhidos três malotes de provas. A falta de correção das avaliações estaria resultando em descontrole até na composição das listas de formandos.
A reportagem da RBS TV e da Rádio Gaúcha teve acesso a um e-mail enviado pela coordenadora de uma escola conveniada à Ulbra, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, pedindo à universidade que excluísse da ata de formatura os nomes de dois alunos. Na mensagem, explica que esses universitários desistiram da faculdade no segundo módulo. Ou seja, estariam se formando sem que sequer estivessem estudando.
A Ulbra, que possui 90 mil alunos no ensino a distância, garante que o erro já foi corrigido e que os nomes dos alunos foram retirados da lista de formandos. Segundo a universidade, os problemas no EAD começaram na gestão anterior, de Rubem Becker.

Veja também:

*Referenciais de qualidade para a Educação superior a distância:
*Desafios de uma caminhada regulatória
CLIQUE AQUI – PDF

*Referenciais de Qualidade para Educação Superior a Distância - MECCLIQUE AQUI – PDF

* Procedimentos – Modalidade presencial e a distância – Resolução n°7/2011 – CLIQUE AQUI – PDF

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A Universidade Virtual em 3 Dimensões

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Esta metodologia de ensino à distância, assemelha se ao ensino presencial, pois o aluno se sentirá em sala de aula.

A Internet tem representado um dos mais bem sucedidos meios dos benefícios de investimento e do compromisso com a pesquisa e o desenvolvimento de uma infraestrutura para a informação. O computador pessoal cada vez mais rápido tem contribuído para pesquisa e ensino com baixo custo. O avanço da velocidade de processamento gráfico e da memória da placa de vídeo tem aumentado a capacidade de manter mais de cem quadros por segundo, favorecendo a modelagem e o desenvolvimento de jogos com alta definição. A velocidade da rede de computadores tem sido cada vez mais elevada, o que tem auxiliado na concepção da construção (modelagem) de Universidade Virtual em três dimensões. Tudo isto tem contribuído para modelagem dos ambientes virtuais e transmissão de dados em alta velocidade entre ambientes virtuais. A modelagem tridimensional dos sistemas reais quando modelados virtualmente são muito semelhantes entre si.
A Educação Básica na modalidade de Educação à Distância: De acordo com o Art. 30º do Decreto n.º 5.622/05, “as instituições credenciadas para a oferta de educação a distância poderão solicitar autorização, junto aos órgãos normativos dos respectivos sistemas de ensino, para oferecer os ensinos fundamental e médio a distância, conforme º 4o do art. 32 da Lei no 9.394, de 1996″. Conforme último censo EAD, os programas de MBA e pós-graduação online no Brasil já correspondem a 40% de todos os cursos feitos pela internet oferecidos no país em 2008. Dos 568 novos cursos, 127 são de pós-graduação (22% do total). No fim do ano passado, 490.000 pessoas se matricularam na sala de aula online. De acordo com escritora Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, “ambientes digitais de aprendizagem são sistemas computacionais disponíveis na internet, destinados ao suporte de atividades mediadas pelas tecnologias de informação e comunicação”.
Educação on-line: realizada obrigatoriamente com Internet em papel principal como meio, pode ser utilizada de forma síncrona ou assíncrona. Tem como características mais enfáticas a velocidade na troca de informações, o feedback entre alunos e professores e o grau de interatividade alcançado. O grupo de pesquisa: Automação e Sistemas Integráveis (Gasi) da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, do câmpus de Sorocaba, está desenvolvendo pesquisas aplicadas ao melhoramento de ensino a distância com a construção de Universidade Virtual em três dimensões.
Na prática, a construção de universidade física necessita de alto custo de investimento e manutenção e os métodos tradicionais de ensino oferecem custo muito elevado e até mesmo a falta de tempo para muitos alunos se deslocarem para assistir aulas presenciais. A pesquisa para desenvolvimento da uma Universidade Virtual em três dimensões está sendo realizada utilizando a ferramentas de desenvolvimento de jogo como o software UDK (Unreal Development Kit). A modelagem da Universidade Virtual inclui reitoria, secretárias, departamentos, laboratórios, salas de aulas, professores, alunos, ruas e praças. A renderização dos modelos deve contribuir para o aumento da velocidade dos dados na rede. Assim como nos jogos de computadores, os alunos poderão andar virtualmente na universidade, entrar na sua sala de aula, laboratórios.
Óculos 3D serão utilizados. Alunos e professores poderão usar roupa com sensores, tornando o ambiente dinâmico, ou seja, todos os movimentos em sala de aula como ficar em pé, andar, entrar e sair da sala poderão ser vistos por todos. Esta metodologia de ensino a distância, assemelha se ao ensino presencial, pois o aluno se sentirá em sala de aula: poderá ouvir, ver e conversar com o professor e colegas. O professor possuirá um quadro digital virtual e as informações serão repassadas para o aluno vaia rede para o quadro virtual. As aulas poderão ter horário predefinidos durante o semestre e todos alunos deverão está na sala de aula virtual neste horário. Ao final da aula, alunos e professores estarão em suas casas: retira-se o óculos e voltam a vida real.

Fonte : Jornal Cruzeiro do Sul

Curso a distância da USP – 40% eliminados

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Desistências podem ter sido geradas pela alta exigência do curso, dificuldade dos usuários em utilizar as ferramentas e pela grande quantidade de aulas presenciais.

Quase 40% dos alunos que estavam matriculados no curso de graduação online da Universidade de São Paulo (USP) foram eliminados do programa devido ao grande número de faltas. A modalidade, que começou em outubro de 2010, possui atualmente 360 vagas.
A USP acredita que as desistências foram geradas por diversos fatores, entre elas a alta exigência do curso, a dificuldade dos usuários em utilizar as ferramentas online e a grande quantidade de aulas presenciais.
Segundo os dados divulgados pela USP, cerca de 10% dos alunos não chegaram a atingir o mínimo de 70% de presença para serem aprovados, enquanto 30% dos alunos dos cursos semipresenciais da área de ciências não tiveram praticamente nenhum contato com o conteúdo das matérias.
O número de desistências nos cursos a distância da USP está acima da média da Associação Brasileira de Educação a Distância, que alcançou a taxa de 14% durante o último censo, realizado em 2009.
Veja também o artigo Educação a distância no ensino superior: soluções e flexibilizações  -

CLIQUE PARA COPIAR – PDF

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Cursos a distância ganham + adeptos

Arquivado em Cursos Online 

Falta de tempo, necessidade de um diploma de curso superior e mensalidades com valores baixos. Esses são os principais motivos pelos quais cada vez mais jovens buscam a educação à distância (EaD), modalidade de ensino que cresce em ritmo acelerado no Brasil. De acordo com o último censo do ensino superior do Ministério da Educação (MEC), o número de matrículas subiu de 40,7 mil matrículas, em 2002, para 838,1 mil em 2009, um aumento de 2.059%.
Ainda segundo o censo do MEC, o número de cursos à distância oferecidos no país cresceu quase 20 vezes entre 2002 e 2009, saltando de 46 graduações abertas para 844 no mesmo intervalo – um crescimento de 1.834% em sete anos. E esses números devem aumentar. A previsão do MEC é que o Brasil tenha até o final do ano cerca de um milhão de estudantes universitários matriculados em cursos à distância. Segundo o órgão, atualmente o país contabiliza aproximadamente 870 mil estudantes nesta modalidade de ensino. O número total de alunos matriculados será divulgado no Censo da Educação Superior, previsto para ser apresentado ainda este ano.
Segundo Osiris Mannes Bastos, diretor acadêmico das Faculdades Fael, da Lapa, o crescimento da procura pelo ensino à distância aumentou devido à correria que o dia a dia impõe às pessoas. “Hoje em dia é difícil arrumar tempo para se dedicar aos estudos. Todos têm compromissos profissionais e familiares, enfrentam trânsito e isso contribui para o crescimento do ensino à distância. E essa procura deve aumentar nos próximos anos”, afirma Bastos.
Para Benhur Etelberto Gaio, diretor acadêmico das instituições de ensino superior do Grupo Uninter, de Curitiba, o modalidade de ensino é inclusiva e por isso cresce a cada dia que passa no Brasil. “Muitas pessoas estão distantes da sua formação profissional, seja em que nível for, por diversas dificuldades de acesso a uma instituição de ensino: longos deslocamentos, horário de trabalho, valor das mensalidades, entre outros”, diz Gaio.
Perfil
O estudante de EaD tem alguns diferenciais. Ao contrário do curso presencial, é ele quem vai conduzir o próprio estudo, e não o professor. O estudante precisa se organizar e dividir bem o tempo. Dados do censo 2009 da Associação Brasileira de Educação à Distância (ABED) apontam que 53,4% dos alunos de EaD são mulheres e a faixa etária mais presente é a que vai de 30 a 34 anos. “Também é uma modalidade de aprendizagem adequada às pessoas mais experientes e com necessidades de formação para aperfeiçoamento na vida profissional”, ressalta Gaio.
Flexibilidade nos horários atrai alunos
A possibilidade de poder planejar os horários de estudo, podendo conciliar com compromissos profissionais e familiares ao longo do curso, tem sido o fator principal para que os estudantes procurem o ensino à distância. É o caso do gerente comercial, Nilton Neves, que conclui a pós-graduação em educação na Fael. Ele afirma que a flexibilidade da carga horária do curso pesou no momento da escolha. “Você tem a facilidade de estudar na hora que bem entender e isso é excelente já que você planeja seu tempo de acordo com suas necessidades”, conta.
O bancário Samuel Tavares, de Varginha, Minas Gerais, segue a mesma linha. Ele se formou Processos Gerenciais pela Facinter e por questão de tempo, optou por um curso à distância. “Consegui um diploma em dois anos, fazendo as aulas quando eu podia, sem nenhuma obrigação de horário. Então, essa questão de tempo influenciou muito na minha escolha”, diz.
Outro fato abordado pelos dois profissionais é a questão do preço das mensalidades. Ambos pagaram cerca de R$ 200 por mês durante os dois anos de curso. “Se você pesquisar, uma mensalidade de qualquer faculdade ou pós-graduação não custa menos do que 500 reais. Já no EaD não paguei nem a metade disso e ainda planejava meus horários de estudo”, afirma Neves.
Aulas pela internet
O MEC determina que as instituições de ensino à distância ofereçam polos de apoio educacionais para os cursos de formação superior. Já para os cursos de extensão e pós-graduação, as aulas podem ser todas feitas à distância. Os meios para se assistir as aulas são os mais variados: material impresso distribuído pelo correio, transmissão de rádio ou TV, fitas de áudio ou de vídeo, redes de computadores, sistemas de teleconferência ou videoconferência e até telefone.
Mercado de trabalho aberto
Ao contrário do que muitos pensam, os profissionais formados através da educação à distância têm boa receptividade do mercado de trabalho. Segundo Osiris Mannes Bastos, das Faculdades Fael, não existe mais uma resistência dos empregadores em dar oportunidade às pessoas oriundas do EaD. “O mercado procura por profissionais realmente qualificados, independente da formação. Além disso, atualmente muito dos empregadores são formados ou já fizeram algum tipo de curso à distância”, relata.
Benhur Etelberto Gaio, do Grupo Uninter, também afirma que o mercado absorve os profissionais oriundos do EaD e os reconhece como plenamente habilitados, mas acredita ainda haver um pouco de resistência. “Temos setores retrógrados na nossa sociedade e, infelizmente, as resistências estão focadas justamente em alguns conselhos de classe que deveriam ser exatamente os primeiros a apoiar a ensino à distância como oportunidade para pessoas que nunca conseguiriam atingir o ensino superior se dependesse de cursos na modalidade presencial”, diz.
Para o gerente comercial Nilton Neves, que fez pós-graduação em educação na Fael, o processo de inclusão no mercado de trabalho ocorreu de maneira tranquila. “Comigo não aconteceu nenhum problema e passei na minha primeira entrevista. Acredito que não há mais aquela resistência aos diplomas de EaD. Muito pelo contrário, o mercado está cada vez mais acostumado com esses profissionais”, afirma.

Por: Instituto EADVIRTUAL   @   05-09-2011  

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A contribuição do e-learning para as empresas

Arquivado em  Educação a Distância ,Notícias                                                        Comentários

O avanço das tecnologias, sua popularização e a consequente democratização do uso das ferramentas e aplicações a elas relacionadas têm transformado nossa sociedade. Entre outras influências provocadas, essa é uma realidade que mudou os negócios, a gestão (envolvendo os setores público e privado), a produção, os serviços, as relações sociais e até a educação de hoje. Pela utilização dessas novas tecnologias, as corporações vêm se aprimorando, especialmente no campo da educação e da formação profissional. Diante de algumas lacunas e de restrições notadas na preparação dos brasileiros para a atuação profissional, as empresas têm ampliado e reforçado sua atuação na área da educação corporativa e do treinamento. -
O uso das ferramentas e técnicas de e-learning – um dos tipos de ensino a distância (EAD) – tem contribuído de maneira decisiva para o sucesso das empreitadas corporativas na capacitação e atualização dos conhecimentos de seus profissionais. Grandes empresas que empregam consideráveis contingentes, e que muitas vezes estão presentes em diversas localidades do país (e até fora dele), são aquelas que mais se beneficiam das vantagens propiciadas por essa modalidade de ensino. Oferecer um treinamento a centenas, ou até milhares de profissionais, é uma tarefa muito mais fácil, especialmente pelo uso de redes internas às empresas (como as Intranets), ou externas (como a Internet). Além disso, há a praticidade de o estudante participar de qualquer lugar em que estiver de um curso de e-learning, fator especialmente vantajoso para empresas que têm parte de seus profissionais atuando fora de suas próprias instalações físicas.
Até mesmo a profusão dos equipamentos móveis, como smartphones e tablets, tem contribuído para os avanços dessa modalidade de ensino. Outra das grandes vantagens desse sistema é que a oferta e aplicação dos cursos a funcionários e colaboradores é sempre padronizada, não importando o nível de formação da pessoa ou o cargo que ocupa. Essa é uma característica que valoriza a qualidade do material educativo e nivela o potencial de aquisição de conhecimentos. O ensino eletrônico, que é atualmente reconhecido como tão eficaz quanto o presencial, contribui também para a economia de tempo dos profissionais e de recursos das corporações. Afinal, poupa-se na eliminação da necessidade de deslocamento das pessoas de suas unidades de trabalho para o local de aplicação de cursos. Além disso, a possibilidade de aplicar o treinamento a um número maior de pessoas simultaneamente reduz o dispêndio de recursos e tempo para a formação de grandes turmas.
É importante perceber que essa economia tem sido muitas vezes utilizada em investimentos no desenvolvimento das áreas de formação das empresas, principalmente nos próprios recursos de e-learning, ou na viabilização da estrutura tecnológica de suporte às plataformas de ensino a distância. Como empresa com atuação nas áreas de auditoria e consultoria, a KPMG tem valorizado o e-learning como plataforma prioritária para a formação, capacitação e atualização de seus profissionais. Somente no ano fiscal encerrado em 30 de setembro de 2010, foram investidos R$ 2 milhões no desenvolvimento da estrutura; elaboração ou aquisição de materiais, conteúdos e ferramentas; e aplicação de cursos nessa modalidade. Pelas próprias características de seu negócio, em que muitas vezes os profissionais atuam diretamente nas instalações de seus clientes, a adoção do modelo tem sido muito eficaz e vantajosa.
A comprovação de que está traçando o caminho adequado no campo da educação corporativa reflete-se no fato de que a KPMG recebeu recentemente o prêmio “Contribuição Marcante” do Congresso E-Learning Brasil 2011-2012. A premiação foi concedida pelo reconhecimento à estrutura formada, pelo uso bem-sucedido das ferramentas de e-learning e por casos de sucesso. Entre eles, após adquirir outra empresa e incorporar o seu pessoal, os cerca de mil profissionais participaram, em apenas dois dias, do módulo básico de formação da empresa (que inclui cursos de segurança da informação; ética e independência; cumprimento de leis; normas e regulamentações, etc.)
Em um cenário que se aproxima do pleno emprego e da alta competição entre empresas na disputa por profissionais qualificados, oferecer formação constante é uma das ferramentas essenciais para a qualificação e retenção dos talentos. O uso do e-learning está, portanto, entre as soluções mais práticas, econômicas e eficientes para desenvolver com sucesso a educação corporativa.

Fonte: DCI